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sábado, 20 de fevereiro de 2016

HOMENS SÃO RESGATADOS EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO EM FAZENDA NA BAHIA

 
Homens são resgatados em situação de escravidão em fazenda na Bahia
Homens viviam em alojamentos sem condições mínimas de higiene (Foto: Divulgação/PRF)
 
Seis homens foram resgatados em condições análogas à escravidão em uma fazenda localizada no município de Riachão das Neves, Extremo-Oeste da Bahia. Chamada de Trabalho Legal, a Operação aconteceu entre os dias 14 e 19 de fevereiro e foi realizada após denúncia recebida pelo Ministério do Trabalho.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuou na operação, os empregados foram flagrados dormindo em alojamentos improvisados, sem energia elétrica e água potável, sem sanitários ou condições mínimas de higiene. Além disso, eles não tinham carteira de trabalho assinada e aplicavam agrotóxicos sem qualquer tipo de treinamento e sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados.
Contratados há uma semana por um proprietário de uma Agropecuária, os trabalhadores consumiam carne conservada em sal e que ficava dependurada em um varal ao relento. 

A operação contou também com a participação da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo na Bahia (COETRAE), da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE).
Os homens haviam sido contratados para desmatar uma área que seria utilizada para criação de gado de corte em uma vila localizada a cerca de 40 km do centro de Riachão das Neves. Eles tinham a promessa de receber R$ 3 para cada árvore derrubada e transformada em toco para cerca. 
Retirados do local devido à precariedade do alojamento, os trabalhadores foram conduzidos pela PRF para as suas casas com segurança.
O empresário que contratou os seis homens pagou as rescisões dos contratos nesta sexta-feira (19), na sede do Ministério Público, em Barreiras. As rescisões somaram o valor de R$ 15 mil. Além do pagamento das rescisões, o empresário se comprometeu a assinar a carteira de trabalho dos empregados libertados. (Redção: Correio24horas)