Diretoria da Petrobras divulga hoje balanço auditado de 2014.
Agência Brasil e AE
Na contramão do Ibovespa, que abriu em alta e às 11h20 registrava ganhos de 0,42%, aos 53.984 pontos, os papéis da estatal recuavam.
Na mesma faixa horária, as ações ordinárias da companhia (com direito a voto) caíam 2,42%, cotadas a R$ 12,92. As ações preferenciais
(sem direito a voto) registravam queda de 2,75%, negociadas a R$ 12,73.
A diretoria da Petrobras estará reunida ao longo do dia de hoje (22) para aprovar e divulgar, com seis meses de atraso, o balanço contábil de 2014 já auditado e também os números relativos ao terceiro trimestre do ano passado já revisados pelos auditores independentes.
Na mesma faixa horária, as ações ordinárias da companhia (com direito a voto) caíam 2,42%, cotadas a R$ 12,92. As ações preferenciais
(sem direito a voto) registravam queda de 2,75%, negociadas a R$ 12,73.
A diretoria da Petrobras estará reunida ao longo do dia de hoje (22) para aprovar e divulgar, com seis meses de atraso, o balanço contábil de 2014 já auditado e também os números relativos ao terceiro trimestre do ano passado já revisados pelos auditores independentes.
Os números serão divulgados na sede da estatal no centro do Rio por volta das 18h após o fechamento das bolsas de valores do Rio e de Nova Iorque e depois da apreciação e aprovação da matéria pelo Conselho de Administração da empresa. A divulgação será transmitida ao vivo pelo site da Agência Petrobras.
A reunião do Conselho de Administração está prevista para começar às 11h. A estatal é alvo de investigações da Polícia Federal que revelaram, pela Operação Lava Jato, esquema de corrupção e desvio de verbas em contratos da empresa.
Com a divulgação do balanço auditado de 2014, a Petrobras quer evitar perder grau de investimento em avaliações por agências de classificação de risco. Em fevereiro, a agência Moody's rebaixou a nota de crédito da empresa, que perdeu o grau de investimento e passou para o grau especulativo, indicando que investir na petrolífera brasileira passou a ser uma operação mais arriscada.
A empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) se recusou a assinar o balanço da Petrobras do segundo semestre do ano passado, depois que a Operação Lava Jato revelou o esquema de corrupção que envolvia diretores da empresa com superfaturamento em obras e projetos da empresa.
Após adiar a publicação do balanço por duas vezes, a Petrobras divulgou, no dia 28 de janeiro, o resultado do 3º trimestre do ano passado não auditado. As demonstrações contábeis indicavam um lucro líquido de R$ 3,084 bilhões. Na ocasião, não houve consenso para a definição das perdas sofridas em decorrência do desvio de recurso por corrupção.
Levy diz que publicação de balanço será mais um passo na reconstrução da Petrobras
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nea última segunda-feira, 20, que a publicação do balanço auditado da Petrobras "vai marcar
mais um passo na reconstrução" da empresa. "Há a expectativa, nós esperamos que isso aconteça, de que a Petrobras vá superar a
questão dos resultados auditados nos próximos dias. Eu acho que isso vai marcar mais uma etapa na reconstrução da Petrobras", disse o
ministro durante evento.
Levy afirmou que há expectativas em relação a uma renovação do Conselho de Administração da Petrobras com mais profissionais do
mercado em detrimento de indicações políticas e que isso melhorará a governança no Brasil. Citando melhoria nos processos de gestão da companhia, ele afirmou que "a governança continuará a ser melhorada lá, assim como a expectativa de ter um novo Conselho que será formado por pessoas do setor privado e que podem dedicar muito mais tempo para supervisionar a companhia".
Nas últimas semanas, houve relatos na imprensa brasileira de que novos nomes seriam incluídos na lista dos representantes do governo
no Conselho da estatal. No fim de março, o presidente-executivo da mineradora Vale, Murilo Ferreira, foi indicado pela União para a presidência do colegiado. Além dele, foram indicados pela União Aldemir Bendine, Francisco de Albuquerque, Ivan Monteiro, Luiz Navarro, Franklin Quintella e Luciano Coutinho.
Coutinho, Albuquerque, Navarro e Quintella já ocupam assentos no Conselho por indicação do acionista controlador, enquanto Bendine
tem presença garantida no colegiado por ser presidente-executivo da estatal.
O único novo nome na lista, portanto, além do presidente da Vale, será o de Monteiro, diretor financeiro da Petrobrás, que na prática
substitui a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior. A assembleia geral de acionistas deverá ocorrer em 29 de abril.
Ao falar sobre a Petrobrás, Levy acrescentou que a presidente Dilma Rousseff disse anteriormente não ter conhecimento do esquema de
pagamento de propinas envolvendo a estatal e que os gestores envolvidos no escândalo serão pessoalmente responsabilizados.
Questionado sobre se os investidores estariam nervosos com o Brasil após a Polícia Federal revelar esquema de corrupção em contratos
da petroleira, Levy disse que respeita essa visão, mas relativizou o assunto. "Aqueles que têm entendimento mais profundo sabem que o Brasil é um dos países mais transparentes do mundo, um país onde tudo é discutido, onde o governo é responsabilizado por tudo o que faz, onde há eleições regulares e onde as pessoas que cometem transgressões vão para a cadeia."
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nea última segunda-feira, 20, que a publicação do balanço auditado da Petrobras "vai marcar
mais um passo na reconstrução" da empresa. "Há a expectativa, nós esperamos que isso aconteça, de que a Petrobras vá superar a
questão dos resultados auditados nos próximos dias. Eu acho que isso vai marcar mais uma etapa na reconstrução da Petrobras", disse o
ministro durante evento.
Levy afirmou que há expectativas em relação a uma renovação do Conselho de Administração da Petrobras com mais profissionais do
mercado em detrimento de indicações políticas e que isso melhorará a governança no Brasil. Citando melhoria nos processos de gestão da companhia, ele afirmou que "a governança continuará a ser melhorada lá, assim como a expectativa de ter um novo Conselho que será formado por pessoas do setor privado e que podem dedicar muito mais tempo para supervisionar a companhia".
Nas últimas semanas, houve relatos na imprensa brasileira de que novos nomes seriam incluídos na lista dos representantes do governo
no Conselho da estatal. No fim de março, o presidente-executivo da mineradora Vale, Murilo Ferreira, foi indicado pela União para a presidência do colegiado. Além dele, foram indicados pela União Aldemir Bendine, Francisco de Albuquerque, Ivan Monteiro, Luiz Navarro, Franklin Quintella e Luciano Coutinho.
Coutinho, Albuquerque, Navarro e Quintella já ocupam assentos no Conselho por indicação do acionista controlador, enquanto Bendine
tem presença garantida no colegiado por ser presidente-executivo da estatal.
O único novo nome na lista, portanto, além do presidente da Vale, será o de Monteiro, diretor financeiro da Petrobrás, que na prática
substitui a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior. A assembleia geral de acionistas deverá ocorrer em 29 de abril.
Ao falar sobre a Petrobrás, Levy acrescentou que a presidente Dilma Rousseff disse anteriormente não ter conhecimento do esquema de
pagamento de propinas envolvendo a estatal e que os gestores envolvidos no escândalo serão pessoalmente responsabilizados.
Questionado sobre se os investidores estariam nervosos com o Brasil após a Polícia Federal revelar esquema de corrupção em contratos
da petroleira, Levy disse que respeita essa visão, mas relativizou o assunto. "Aqueles que têm entendimento mais profundo sabem que o Brasil é um dos países mais transparentes do mundo, um país onde tudo é discutido, onde o governo é responsabilizado por tudo o que faz, onde há eleições regulares e onde as pessoas que cometem transgressões vão para a cadeia."
Via Revista Istoe
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